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Liderança Humanizada

A liderança humanizada pode ser a resposta para lidar com a incerteza

A liderança humanizada pode ser a resposta para lidar com a incerteza

7 de julho de 2023

Por Miguel Nisembaum

Já percebeu que a reação normal ao lidar com um ambiente complexo e incerto costuma ser olhar para fora ao invés de olhar para dentro?

O primeiro impulso é tentar acumular informação e ter controle sobre o máximo de variáveis possíveis, a má notícia é que é impossível fazer isso.

E, de alguma forma, os modelos de liderança mais tradicionais seguem esse mesmo impulso, seja por herança de estruturas com mais hierarquia vindas da era industrial, seja pelo foco ainda excessivo em comando e controle.

Até quando usamos tecnologia assumimos essa tendência de tentar acumular o máximo de informações e dados para controlar tudo.

Se formos traçar o caminho natural indo do macro ao micro, poderemos perceber que:

Vivemos em um mundo complexo e incerto seja qual modelo você escolha adotar para descrevê-lo, como o VUCA (Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo), ou para percebê-lo, como o BANI (Frágil, Ansioso, Não-Linear, Imprevisível).

As empresas estão em transformação exponencial aceleradas pela tecnologia e aspectos sociais, ambientais e geopolíticos.

E as pessoas estão exaustas com fenômenos como burnout, sobrecarga de trabalho, e manifestações como quiet quitting e grande resignação.

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E de quebra temos cada vez mais cisnes negros pintando por aí, termo criado por Nassim Nicholas Taleb, que se refere a eventos raros e imprevisíveis que trazem impactos grandes na sociedade. A Pandemia é um exemplo claro de um cisne negro.

A recomendação de Taleb é adotar uma mentalidade adaptativa e robusta para lidar com essa incerteza o que depois ele mesmo intitula como ser antifrágil, ou seja, ter a capacidade de encarar a adversidade e prosperar diante dela.

Normalmente a postura de um líder para tentar adotar essa postura antifrágil é ser mais rígido consigo e com os outros e isso acaba contribuindo para a criação de ambientes tóxicos.

É curioso perceber que o que dá robustez a uma ponte como a ponte estaiada aqui de São Paulo ou a Golden Gate é justamente a sua flexibilidade e não a sua rigidez. Aliás qualquer ponte.

As respostas não vêm mais só de fora nem só de um indivíduo, as respostas vêm da rede.

A ideia de construir soluções centralizadas para um ambiente complexo é uma luta inglória, por isso um modelo mais colaborativo e humanizado de gestão com decisões mais distribuídas é mais sustentável, traz agilidade e inovação para as equipes e empresas.

Em termos práticos, o que o líder pode fazer para lidar com esse cenário?

1 – Líder – Olhe para dentro

E o primeiro passo de um líder para encarar um modelo mais sustentável de trabalho é olhar para dentro.

Já existe suficiente embasamento científico e empírico tanto da psicologia, como da neurociência entre outras ciências que cuidar de nosso bem-estar, físico, psicossocial e emocional contribui para uma melhor tomada de decisão, mais vitalidade e produtividade e inclusive para encontrar mais significado no trabalho.

2- Líder – Olhe para o que existe de melhor nos outros

Como nosso cogestor Daniel Mendes gosta de dizer, depois de colocar a máscara de oxigênio do autocuidado em você, o próximo passo é ajudar os outros, seja equipe ou colegas.

Uma vez que você conhece seus pontos fortes, veja como se complementa com os outros e como cada um quer contribuir com os desafios existentes.

3- Empresas – Modelos de gestão mais participativos e negócios de impacto

Não existe uma única receita, mas é fato que temos exemplos de empresas que adotam modelos mais humanos de gestão e justamente por isso prosperam. Podemos ver isso claramente descrito em livros como Reinventando as Organizações de Frederic Laloux, ou Humanocracia de Gary Hamel e Michele Zanini.

Se você já usou uma roupa da marca Patagonia, ou tomou um sorvete da Ben&Jerry está usando produtos de empresas mais conscientes. Existem iniciativas do Sistema B ou de movimentos como Capitalismo Consciente que confirmam a viabilidade de novos modelos mais humanos de gestão.

4- Mundo – Mais equidade, sustentabilidade e justiça

A maneira como nosso trabalho e os negócios impactam o mundo importam cada vez mais tanto é que a sigla ESG é uma das comentadas do momento. Ainda que isso não se reflita em ações de real impacto como deveria, temos consciência de que precisamos tratar o ambiente, a sociedade e temas relacionados a governança nas organizações.

Conceitos como sustentabilidade, economia circular, equidade, diversidade e inclusão já são considerados como centrais em organizações mais conscientes.

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Em resumo, produtividade e bem-estar não são opostos, liderança humanizada é sobre reconexão consigo, com os outros e com o mundo que te rodeia buscando resultados sustentáveis.

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