Chocolate, felicidade corporativa e melhores decisões

8 de abril de 2024
Por Miguel Nisembaum
Com moderação nós sabemos que chocolate faz bem e de alguma forma contribui para a redução do cortisol, hormônio do stress, e aumento de serotonina, um dos hormônios da felicidade. Já voltamos a falar destes 2 e como afetam nossas decisões.
Existe um estudo famoso do Roy Baumeister que foi um dos psicólogos que entendeu o Mecanismo da Força de Vontade, como um músculo que se treina e que representa a nossa capacidade de exercer autocontrole. E como qualquer músculo, a força de vontade precisa de treino e de descanso.
Baumeister fez uma série de experimentos curiosos associando alimentos que tinham mais energia com a força de vontade.
Em um deles os participantes tinham que resolver um problema “armadilha” que não tinha solução, metade do grupo recebeu cookies de chocolate e a outra metade recebeu rabanetes.
Os que receberam rabanetes desistiram da tarefa na metade do tempo daqueles que comeram cookies de chocolate.
Existe um outro estudo famoso sobre o aumento do peso das penas que juízes davam a condenados se a audiência era próxima do horário do almoço, ou seja, a fome afeta nossas decisões.
A conclusão inicial de Baumeister foi que força de vontade consome energia e alimentos energéticos são mais atrativos.
Lembra dos 2 hormônios que falamos lá no 1º parágrafo? Seguem algumas curiosidades sobre como eles podem afetar nossa tomada de decisão:
Serotonina (um dos hormônios da felicidade):
A serotonina desempenha um papel importante em uma variedade de processos cognitivos e comportamentais, incluindo a tomada de decisões.
Regulação do humor: A serotonina tem um papel significativo na regulação do humor. Níveis adequados de serotonina estão associados a uma sensação geral de bem-estar, o que pode influenciar positivamente a tomada de decisões. Quando os níveis de serotonina estão equilibrados, as pessoas tendem a tomar decisões de forma mais clara e eficaz, sem serem influenciadas por estados emocionais negativos.
Redução da impulsividade: A serotonina está envolvida na inibição de impulsos. Níveis mais baixos de serotonina podem estar associados a comportamentos impulsivos e decisões precipitadas, enquanto níveis mais altos de serotonina podem ajudar a promover a reflexão e a consideração cuidadosa das opções antes de tomar uma decisão.
Melhoria da função executiva: A função executiva refere-se a habilidades cognitivas que permitem que uma pessoa planeje, organize, tome decisões e resolva problemas. A serotonina desempenha um papel na melhoria da função executiva, o que pode levar a uma tomada de decisões mais eficaz e bem pensada.
Redução da aversão ao risco excessivo: Níveis adequados de serotonina podem ajudar a reduzir a propensão a comportamentos de busca de emoção e riscos excessivos. Isso pode resultar em uma tomada de decisões mais equilibrada e menos propensa a resultados negativos devido a comportamentos impulsivos.
Cortisol (hormônio associado ao stress):
O cortisol é um hormônio liberado pelo corpo em resposta ao estresse. Embora o cortisol desempenhe um papel importante na resposta ao estresse e na regulação de várias funções corporais, o excesso prolongado desse hormônio pode ter impactos negativos na tomada de decisões.
Prejuízo na função cognitiva: O excesso de cortisol pode interferir na função cognitiva, prejudicando a memória, a atenção e a capacidade de processar informações. Isso pode dificultar a avaliação precisa das opções disponíveis e a tomada de decisões informadas.
Influência na resposta emocional: O cortisol pode afetar o equilíbrio emocional, aumentando a sensação de ansiedade e irritabilidade. Isso pode levar a respostas emocionais exageradas e à tomada de decisões baseadas mais em emoções do que em análises racionais.
Viés para o risco: O excesso de cortisol tem sido associado a uma propensão aumentada para assumir riscos, especialmente em situações de estresse crônico. Isso pode levar a decisões impulsivas e menos ponderadas, aumentando o potencial de resultados negativos.
Dificuldade na resolução de problemas: O cortisol pode prejudicar a capacidade de resolver problemas de forma eficaz, tornando mais difícil considerar todas as opções disponíveis e antecipar as possíveis consequências de cada decisão.
Redução da flexibilidade mental: O excesso de cortisol pode levar a um estado de hiper vigilância e rigidez mental, o que pode dificultar a adaptação a novas informações ou mudanças nas circunstâncias. Isso pode limitar a capacidade de ajustar as decisões conforme necessário.
Chocolate para tomar melhores decisões é gostoso, mas não é sustentável como estratégia.
Existem práticas intencionais das neurociências, psicologia positiva e outras ciências do bem-estar que podem nos ajudar a ser mais felizes e tomar melhores decisões.
Essas práticas são a base de qualquer programa de Felicidade Corporativa sério – e quando bem aplicadas vão contribuir para mudar a maneira como trabalhamos, tomamos decisões, nos relacionamos e gerar recursos e resiliência para encarar as adversidades externas.
No dia 20/04/2024 vamos combinar as 3 coisas: chocolate (dos bons), práticas de bem-estar e seu impacto na tomada de decisões!
Vem com a gente em nosso 1º VEMJUNTO!
O workshop será conduzido pelos nossos gestores e acontecerá na Fábrica de Dengo em São Paulo.
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