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E porque está tão difícil ser feliz no trabalho? - por Laydyane Ferreira

E porque está tão difícil ser feliz no trabalho? - por Laydyane Ferreira
Líder Academy
jul. 18 - 5 min de leitura
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Ao longo da minha trajetória, seja como empreendedora, consultora de gestão, seja como coach, mentora, professora ou executiva, sempre busquei a origem das coisas. Busquei tanto que comecei a estudar o tema inteligência espiritual, mas este é tema para outro artigo.

Existe uma ferramenta de gestão, o Ishikawa (ou espinha de peixe), que busca a causa raiz das coisas e, eu sempre fiz Ishikawa para tudo na vida. A foto ilustra um pouco como funciona, mas basicamente você coloca o problema (efeito) na ponta e as causas nos blocos. Depois que fiz mais 1.000 Ishikawas, comecei a fazer isso na própria mente. É tão intuitivo que nem precisa de ferramenta mais! E atualmente, eu sempre esgoto os porquês, e, principalmente para crenças e valores destrutivos, uma das maiores armadilhas para o caminho do propósito. Buscar os porquês, vai gerando uma competência que se chama pensamento sistêmico. Muitos não conseguem enxergar. Você começa a enxergar muito além do problema e vai montando uma espécie de teia na sua mente até chegar na consciência universal, que é a consciência máxima das coisas.

 

Aqueles que são visto dançando, são considerados loucos por aqueles que não conseguem ouvir a música. Nietzche

 

E que tal aplicarmos um Ishikawa para a insatisfação mundo do trabalho?

Por que as as estatísticas andam tão ruins hoje em dia?

  • Qual será a razão de que, em média no mundo, 80% das pessoas estão infelizes com seus trabalhos (Gallup)?
  • Porque somente apenas 44% das pessoas nas organizações se sentem conectadas com o propósito delas (Gallup)?

Vamos investigar aqui, com ajuda da ciência da felicidade, uma das possíveis causas para estas estatísticas.

A palavra “trabalho” tem sua origem no latim “Tripallium” que significa ser torturado. Somente no século XIV que ele começou a ter sentido que tem hoje que é a aplicação de talentos e habilidade para ser aplicado em determinado fim.

Na minha caminhada como pesquisadora empírica do termo Felicidade encontrei um super professor, de apelido Dr. Felicidade, dono das aulas mais concorridas de Harvard, o Professor Tal Ben-Shahar que fala muito sobre os cenários diferentes que temos no trabalho. Segundo ele, o trabalho pode ser divido em 3 cenários, mediante a percepção da amostra de uma pesquisa que foi feita em alguns hospitais, pelas pesquisadoras Amy Wrzesniewski (Yale), Jane Dutton (Michigan), aonde as pessoas viam os seus trabalhos como:

  1. Emprego: focavam em tarefas, desejavam o final de semana e aposentadoria.
  2. Carreira: focavam no próximo nível da promoção e o foco era financeiro.
  3. Vocação: tinham senso de missão e propósito. Por mais simples que eram as atividades como varrer o chão, limpar roupa de camas, tinham a consciência que independente do dinheiro, tinha que ser executado. Faziam por amor a profissão. Lembrando que haviam faxineiros, enfermeiros e médicos nas divisões. Os que encaravam o trabalho como vocação desfrutavam mais da rotina, eram felizes e executavam a atividade com mais qualidade.

Segundo Tal, em entrevista concedida ao Jornal Valor Econômico, as pesquisadoras replicaram esse estudo com outros profissionais – cabeleireiros, engenheiros, empresários, professores – e os resultados foram similares.

E porque existe uma extrema dificuldade para as pessoas exercitarem suas vocações?

No período que fui professora do MBA de liderança e coaching, ministrando aula de Coaching e Carreira, estudei muito este universo e lembro de uma estatística do ministério da educação que comprova que 70% dos formandos não atuavam em suas profissões. Temos escolhas erradas como causas (falta de autoconhecimento) e também falta de oportunidades de carreira para as profissões.

Se as empresas começarem a criar espaços para a vocação, os dons e talentos, com certeza aumentariam os seus índices de felicidade. Uma pesquisa feita pelo Jornal Valor Econômico entre 2015 e 2018 relatou que investir em oportunidades de carreira e cultura, aumentou a margem EBITDA em 28%.

Mas porque as empresas não criam espaço para oportunidades de carreira para seus funcionários já que melhora o EBITDA e melhora o clima?

A resposta deste porque merece um artigo para falarmos de lideranças focadas em comando e controle que preferem controlar, a desenvolver seus colaboradores. Aqui o ego comanda geral: As dinâmicas de poder estão cada vez mais na causa raiz de quase todos os problemas ligados à liderança que eu vivenciei.

Acredito tanto nesta dor da humanidade que decidi fazer disso o meu propósito e hoje me dedico a ajudar as pessoas a ressignificarem a origem do trabalho e darem sentido a ele com base no autoconhecimento e com suporte da ciência da Felicidade. 

Desejo verdadeiramente que você crie coragem para ressignificar seu trabalho caso não esteja feliz com ele e que neste dia de hoje você saiba reconhecer a gratidão pela sua ocupação, ainda que ele não seja o que você desejou. O caminho do propósito é um caminho e cada etapa é de extrema relevância para que você tenha os aprendizados necessários para sua evolução.

 

Publicado originalmente em 2 de maio de 2020 no Linkedin

por Laydyane Ferreira, Diretora Executiva na Ayo Consultoria e Treinamentos | Estrategista Cultural & Inovação em pessoas
 


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