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O que faz um líder ser bem-sucedido?

O que faz um líder ser bem-sucedido?

Estela Nardi, Líder no Grupo Gaia, destaca que o papel da liderança vai além de desenvolver indivíduos tecnicamente excelentes. Acompanhe!

 

Desde criança, sempre fui muito ativa, curiosa e questionadora. Frequentemente, eu interrompia conversas de adultos com o famoso “por quê?

Durante meus anos na universidade, continuei sendo a mesma pessoa sedenta de conhecimento, principalmente de conhecer pessoas, de saber o que pensavam, de me relacionar com gente. Nessa época, formei uma rede ampla de amizades, muitas que duram até hoje, dezessete anos depois.

Sempre questionando o porquê de tudo que ocorria na minha vida e refletindo sobre as causas e efeitos de tudo que me acontecia, perguntava também por quê minhas amizades duravam tanto, por quê as pessoas se apegavam tanto a mim.

Já no mercado de trabalho, criei relacionamentos muito importantes e me desenvolvi de maneira significativa tanto pessoal como profissionalmente. Ao atingir um cargo de liderança, comecei a refletir e a me questionar sobre os meus propósitos nessa posição.

Vieram algumas respostas à minha mente: gestão de pessoas, organização de processos, entrega de resultados melhores. Mas a mente inquieta daquela criança que ainda permanecia em mim, não se contentou com apenas essas respostas. Eu desejava algo mais.

Depois de buscar incessantemente, por meio estudos, de observação do meu ambiente de trabalho e de muita reflexão, cheguei à uma resposta bem mais simples do que eu podia imaginar. O que eu desejava não era tão diferente do que a universitária que fui queria há quase duas décadas antes: fazer diferença na vida das pessoas, ouvi-las e acolhê-las, tornar-me digna de sua confiança.

 

O papel de liderança é algo que vai além de desenvolver indivíduos tecnicamente excelentes, buscando os melhores resultados para a companhia. O líder precisa conhecer verdadeiramente cada ser humano que compõe sua equipe, entendendo tanto os seus pontos fortes como os fracos, e percebendo o quê os motiva e o quê os desestimula.

 

Parece complexo, mas é muito simples: seja para o seu time, o líder que você gostaria de ter. Seja um bom ouvinte. Isso mesmo, é simples assim. Escute para acolher e não para responder. Quando você escuta genuinamente o outro, se interessando por tudo que esteja sendo dito no momento da interação, sem interrupções, com empatia, você consegue criar uma conexão e uma confiança que trazem resultados extraordinários. O liderado se sente acolhido, importante e notado. E, nessa interação, o líder aprende não só sobre rotinas e desafios profissionais, como também sobre a própria vida.

 

Por meio da comunicação não violenta, não autoritária, percebemos que é preciso deixar o outro desenvolver as suas ideias, mostrar seus desconfortos, expor seus pontos de vista de forma transparente, sem medos de julgamentos ou punições.

 

Nesse diálogo, existe tanto respeito e sinergia que a pessoa se sente confortável até para mostrar suas fraquezas. Como diz Brené Brown, no livro A coragem de ser imperfeito: “Ficar vulnerável é um risco que temos que correr se quisermos experienciar conexão”. 

Esse tipo de comunicação ativa flui tão naturalmente que o próprio liderado chega, por si, às conclusões sobre qual será o melhor caminho a seguir para solucionar um problema e sobre quais esforços lhe serão exigidos para tal realização. 

O resultado dessa liderança acolhedora é tão gratificante para ambos os lados que os objetivos, metas e desafios se tornam leves, e o melhor desse jogo constante é que criamos cumplicidade e empatia com as pessoas, o que favorece o respeito mútuo. Não tenho dúvida de que essa é uma maneira muito eficaz de liderar um time de alta performance.

Respondendo à pergunta que fizemos no título: um líder virtuoso é um líder reflexivo e acolhedor.

 

Você tem uma experiência sobre esse assunto e quer compartilhar com outros líderes? Clique aqui e escreva seu artigo!

Ou se inspire com esses outros artigos incríveis sobre Liderança:

Como ser um líder que ouve sua equipe?, por Adriana Prado, Mestre em Liderança Positiva.
Gestão Humana: A importância do ouvir, por Carol Freitas, fundadora da GUP! Desenvolvimento.

 


Estela Nardi, líder no Grupo Gaia, com mais de 10 anos de experiência no mercado financeiro imobiliário descobriu que processos eficientes só acontecem através de resultados humanizados.

 

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