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10 dicas para estimular autoconhecimento

10 dicas para estimular autoconhecimento

Tania Lopes, Diretora de Educação do ISAE, oferece sugestões práticas para contribuir na jornada do autoconhecimento.

 

 

"A única coisa que se aprende e realmente faz diferença no comportamento da pessoa que aprende é a descoberta de si mesma." Carl Rogers

 

O autoconhecimento é considerado um fator chave de desenvolvimento humano, contempla a autoconsciência e autoimagem. Sem um exercício profundo e autêntico de autoconhecimento não é possível desenvolver agilidade de aprendizagem.

Se não desenvolvermos autoconsciência, não aprenderemos efetivamente sobre nós mesmos e nossas próprias necessidades, forças e vulnerabilidades. A aprendizagem e o desenvolvimento ao longo da vida dependem de um conhecimento significativo sobre nós como indivíduos. 

A busca de autoconhecimento é pessoal e intransferível. A forma como encaramos nossas experiências, as decisões que tomamos e as respostas que damos estão alicerçadas no autoconhecimento. Existem caminhos para que possamos ampliá-lo, contudo é essencial buscar conhecer e fortalecer nossos recursos internos.

Seguem algumas sugestões que podem contribuir nesta jornada:

1. Pratique a auto-observação: saia do piloto automático e torne-se um observador da sua jornada, de suas crenças, falas, escolhas e ações. Analise conscientemente seus hábitos e padrões de comportamentos. Cada novo movimento pode contribuir com seu crescimento e evolução.

2. Exercite o controle de suas emoções e sentimentos: o sentimento é uma resposta à emoção. A medida que evoluímos em nossa consciência emocional sabemos o que estamos sentindo, por que sentimos e o impacto sobre o outro, bem como navegamos melhor em nossas respostas emocionais.

3. Fortaleça a autorresponsabilidade: Fique atento às suas interpretações, saiba filtrar o que é seu e o que é do outro. Quando as nossas necessidades são identificadas e nos responsabilizamos pelos nossos sentimentos, compreendemos que as atitudes e falas das pessoas podem estimular nossos sentimentos, mas não ser a causa deles. Somos nós que escolhemos a maneira e o conteúdo que queremos receber e nutrir.

4. Faça perguntas profundas para si mesmo para adquirir maior consciência e autonomia sobre sua vida e sua história: O que realmente acredito? Quais são meus sentimentos, medos e motivações? Em quem me inspiro? O que me faz feliz? Qual o meu propósito de vida? Quais os meus dons e talentos? Quais os comportamentos e atitudes sabotam meus resultados? O que eu gostaria de mudar? Quais são as minhas principais conquistas até aqui? Como as pessoas me veem? Tenho criado e tido oportunidades reais de crescimento em minha carreira? O que desejo aprender? Qual legado eu quero deixar para o mundo?

5. Busque proativamente feedback: ouça com mente e coração abertos para ampliar a visão sobre oportunidades de aprendizagem e crescimento, potencialize suas forças e trabalhe seus gaps e limitações. Pessoas que tem ciência de como são percebidas pelos outros, possuem mais facilidade em incorporar mudanças em seu próprio processo de autoavaliação e nas ações comportamentais.

6. Vivencie a autodescoberta e experimentação: experimente novas abordagens e perceba como você lida com o novo. Busque ativar a consciência de que a aprendizagem é mais relevante do que resultados imediatos. Procure experiências novas e diversificadas. Mergulhe em situações que ampliam suas habilidades e perspectivas. Perceba-se fora da sua zona de conforto. Traga outros pontos de vista e busque integrar a sua perspectiva.

7. Silencie sua mente e exercite a atenção plena: busque práticas como meditação e mindfulness, que ajudarão a conectar-se consigo mesmo. De acordo com estudos da universidade de Harvard, nossa mente está dispersa e distraída em nossos pensamentos durante praticamente 47% do tempo. É como se metade da vida estivéssemos pensando no passado e no futuro, esquecendo o presente. Pratique estar no momento presente da maneira mais consciente possível, experimentando com consciência cada movimento e situação;

8. Desarme-se: a crença de que sentimentos negativos devem ser suprimidos, o desejo de demonstrar competência, a necessidade de evitar sentimentos de vulnerabilidade geram um circuito defensivo e sabotador. O raciocínio defensivo te incentiva a manter para si as mesmas premissas, inferências e conclusões que configuram seu comportamento e evitar testá-las de modo independente. O autoconhecimento é um dos melhores antídotos diante da força do raciocínio defensivo, quanto mais exercitarmos um olhar autêntico e compassivo para nós mesmos, e assumirmos nossas vulnerabilidades mais ágil será o processo de crescimento pessoal.

10. Exercite emoções positivas: treine habilidades como gratidão, resiliência, perdão e compaixão, primeiramente para consigo mesmo, e então expanda para o seu entorno.  Se desejar conhecer suas principais forças, esta avaliação pode auxiliá-lo(a): https://www.viacharacter.org/character-strengths-via;

11. Ouça seu propósito: valorize o que é importante e significativo para você. Conhecer o seu PORQUÊ, dará mais sentido a sua jornada e foco frente aos desafios diários. Lembrem-se que o seu propósito é uma expressão dinâmica de sua essência, sintetiza o seu melhor, aquilo dá significado a sua vida.

Não espere que fatores externos promovam as mudanças que deseja, normalmente os recursos estão em nós, basta acessá-los. A vida tem uma regra simples e generosa - você melhora em tudo aquilo que pratica, então comece agora, onde quer que esteja, a experimentar quão libertadora é a jornada de autoconhecimento.

 

"Existe uma vitalidade, uma força de vida, uma energia, um despertar, que é traduzido em ação através de você, e porque só existe um de você em todos os tempos, essa expressão é única.” - Martha Graham

 

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O que é um sabático? Pra que serve e o que você aprende com ele?, por Hugo Baraúna.

5 dicas práticas para demandar tarefas sem parecer um ditador, por Rodrigo Shyton, Líder da Gestão no Grupo Gaia.

 

 

 

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Tania Lopes
Tania Lopes Seguir

Mestre em Governança e Sustentabilidade pelo ISAE. Especialista em Gestão de Pessoas pela FGV. Psicóloga de Formação. Diretora de Educação do ISAE. Diretora Executiva do IMT. Profissional com mais de 20 anos de experiência em Gestão de Pessoas.

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