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10 dicas para estimular autoconhecimento

10 dicas para estimular autoconhecimento
Tania Lopes
abr. 9 - 6 min de leitura
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Tania Lopes, Diretora de Educação do ISAE, oferece sugestões práticas para contribuir na jornada do autoconhecimento.

 

 

"A única coisa que se aprende e realmente faz diferença no comportamento da pessoa que aprende é a descoberta de si mesma." Carl Rogers

 

O autoconhecimento é considerado um fator chave de desenvolvimento humano, contempla a autoconsciência e autoimagem. Sem um exercício profundo e autêntico de autoconhecimento não é possível desenvolver agilidade de aprendizagem.

Se não desenvolvermos autoconsciência, não aprenderemos efetivamente sobre nós mesmos e nossas próprias necessidades, forças e vulnerabilidades. A aprendizagem e o desenvolvimento ao longo da vida dependem de um conhecimento significativo sobre nós como indivíduos. 

A busca de autoconhecimento é pessoal e intransferível. A forma como encaramos nossas experiências, as decisões que tomamos e as respostas que damos estão alicerçadas no autoconhecimento. Existem caminhos para que possamos ampliá-lo, contudo é essencial buscar conhecer e fortalecer nossos recursos internos.

Seguem algumas sugestões que podem contribuir nesta jornada:

1. Pratique a auto-observação: saia do piloto automático e torne-se um observador da sua jornada, de suas crenças, falas, escolhas e ações. Analise conscientemente seus hábitos e padrões de comportamentos. Cada novo movimento pode contribuir com seu crescimento e evolução.

2. Exercite o controle de suas emoções e sentimentos: o sentimento é uma resposta à emoção. A medida que evoluímos em nossa consciência emocional sabemos o que estamos sentindo, por que sentimos e o impacto sobre o outro, bem como navegamos melhor em nossas respostas emocionais.

3. Fortaleça a autorresponsabilidade: Fique atento às suas interpretações, saiba filtrar o que é seu e o que é do outro. Quando as nossas necessidades são identificadas e nos responsabilizamos pelos nossos sentimentos, compreendemos que as atitudes e falas das pessoas podem estimular nossos sentimentos, mas não ser a causa deles. Somos nós que escolhemos a maneira e o conteúdo que queremos receber e nutrir.

4. Faça perguntas profundas para si mesmo para adquirir maior consciência e autonomia sobre sua vida e sua história: O que realmente acredito? Quais são meus sentimentos, medos e motivações? Em quem me inspiro? O que me faz feliz? Qual o meu propósito de vida? Quais os meus dons e talentos? Quais os comportamentos e atitudes sabotam meus resultados? O que eu gostaria de mudar? Quais são as minhas principais conquistas até aqui? Como as pessoas me veem? Tenho criado e tido oportunidades reais de crescimento em minha carreira? O que desejo aprender? Qual legado eu quero deixar para o mundo?

5. Busque proativamente feedback: ouça com mente e coração abertos para ampliar a visão sobre oportunidades de aprendizagem e crescimento, potencialize suas forças e trabalhe seus gaps e limitações. Pessoas que tem ciência de como são percebidas pelos outros, possuem mais facilidade em incorporar mudanças em seu próprio processo de autoavaliação e nas ações comportamentais.

6. Vivencie a autodescoberta e experimentação: experimente novas abordagens e perceba como você lida com o novo. Busque ativar a consciência de que a aprendizagem é mais relevante do que resultados imediatos. Procure experiências novas e diversificadas. Mergulhe em situações que ampliam suas habilidades e perspectivas. Perceba-se fora da sua zona de conforto. Traga outros pontos de vista e busque integrar a sua perspectiva.

7. Silencie sua mente e exercite a atenção plena: busque práticas como meditação e mindfulness, que ajudarão a conectar-se consigo mesmo. De acordo com estudos da universidade de Harvard, nossa mente está dispersa e distraída em nossos pensamentos durante praticamente 47% do tempo. É como se metade da vida estivéssemos pensando no passado e no futuro, esquecendo o presente. Pratique estar no momento presente da maneira mais consciente possível, experimentando com consciência cada movimento e situação;

8. Desarme-se: a crença de que sentimentos negativos devem ser suprimidos, o desejo de demonstrar competência, a necessidade de evitar sentimentos de vulnerabilidade geram um circuito defensivo e sabotador. O raciocínio defensivo te incentiva a manter para si as mesmas premissas, inferências e conclusões que configuram seu comportamento e evitar testá-las de modo independente. O autoconhecimento é um dos melhores antídotos diante da força do raciocínio defensivo, quanto mais exercitarmos um olhar autêntico e compassivo para nós mesmos, e assumirmos nossas vulnerabilidades mais ágil será o processo de crescimento pessoal.

10. Exercite emoções positivas: treine habilidades como gratidão, resiliência, perdão e compaixão, primeiramente para consigo mesmo, e então expanda para o seu entorno.  Se desejar conhecer suas principais forças, esta avaliação pode auxiliá-lo(a): https://www.viacharacter.org/character-strengths-via;

11. Ouça seu propósito: valorize o que é importante e significativo para você. Conhecer o seu PORQUÊ, dará mais sentido a sua jornada e foco frente aos desafios diários. Lembrem-se que o seu propósito é uma expressão dinâmica de sua essência, sintetiza o seu melhor, aquilo dá significado a sua vida.

Não espere que fatores externos promovam as mudanças que deseja, normalmente os recursos estão em nós, basta acessá-los. A vida tem uma regra simples e generosa - você melhora em tudo aquilo que pratica, então comece agora, onde quer que esteja, a experimentar quão libertadora é a jornada de autoconhecimento.

 

"Existe uma vitalidade, uma força de vida, uma energia, um despertar, que é traduzido em ação através de você, e porque só existe um de você em todos os tempos, essa expressão é única.” - Martha Graham

 

Você tem uma experiência sobre esse assunto e quer compartilhar com outros líderes? Clique aqui e escreva seu artigo!

Ou se inspire com esses outros artigos incríveis sobre liderança:

O que é um sabático? Pra que serve e o que você aprende com ele?, por Hugo Baraúna.

5 dicas práticas para demandar tarefas sem parecer um ditador, por Rodrigo Shyton, Líder da Gestão no Grupo Gaia.

 

 

 


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