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Líderes tóxicos, Você conta ou eu conto?

Líderes tóxicos, Você conta ou eu conto?

Será que você é um líder tóxico? Saiba mais sobre líderes tóxicos no artigo de João Paulo Pacifico, CEO do Grupo Gaia.

 

Estamos cercados de pessoas tóxicas?  Elas sabem que são tóxicas?

Começando pela definição, considero tóxicas as pessoas que são danosas em seus relacionamentos.  Nesse artigo, vamos falar de pessoas tóxicas nas relações no trabalho.

Sabe aquele chefe que constrange, que “motiva” pelo medo, que trata pessoas com desprezo ou puxa para si todo mérito da equipe?  Esses são apenas alguns dos tantos exemplos de comportamentos tóxicos (nesse artigo listo outros tantos). 

 

Líderes tóxicos contaminam suas equipes, desmotivam.  Às vezes conseguem resultados bons, mas a um alto “custo humano”.

 

Estamos cercados de pessoas tóxicas?

Fiz uma pesquisa no LinkedIn perguntando: “Você já trabalhou com um líder tóxico?

Para minha surpresa, mais de 8 mil pessoas responderam a enquete, das quais 93% (sim, noventa e três por cento) responderam SIM.

As pessoas tóxicas sabem que são tóxicas?

Exatamente uma semana depois, fiz uma outra enquete e perguntei: “Você é tóxico?”

O número de respostas foi bem menor, pouco mais de 2 mil pessoas responderam (aqui concluo que é mais fácil falar dos outros do que da gente). 

Apenas 8% disseram que são tóxicos, 35% admitiram que já foram e não são mais e os demais (58%) não se consideram danosos.

Portanto, hoje 92% dos que responderam não se consideram tóxicos.

Juntando as enquetes com os inúmeros comentários que leio nas postagens, mesmo sem o rigor estatístico e científico necessário, posso afirmar que estamos cercados de pessoas tóxicas, mas muitas delas não se consideram como tal.

Ninguém quer ser tóxico

Nenhuma pessoa chega no trabalho pensando: “hoje vou constranger tal pessoa, fazer assédio moral com outra e humilhar uns 3”.  

 

Pessoas tóxicas são assim como meio para conseguir o que querem. Seja uma atividade bem feita, uma produtividade maior ou a resolução de um problema. Mas elas não têm ferramentas, não têm recursos para atingir isso de maneira positiva.

 

Muitas agem de forma tóxica por falta de repertório e desconhecimento. Muitas foram lideradas dessa forma e acham que esse é o único caminho. Precisamos, todos, ampliar nossas habilidades sociais.

 

Aqui cabe uma grande dica: ser tóxico não é sobre você, é sobre o outro.

 

E agora, será que sou tóxico?

Na correria do dia a dia só pensamos no próximo desafio, problema, meta. Mas é fundamental termos tempo para refletir sobre nossas ações e, assim, melhorarmos.

Aqui que eu queria chegar. Será que você gostaria que algum filho/a seu fosse tratado por alguém da mesma forma que você trata as pessoas?

Você motiva os outros pelo amor ou pela dor?

Você admira a forma como você trata os outros?

Reflita... 

Se esse artigo abriu sua mente, não sinta culpa, mas desejo de ser uma pessoa melhor.  Peça ajuda, não esconda as suas vulnerabilidades.  Sua vida será muito mais leve... e como consequência, muitos irão querer trabalhar com você pelo o que você é, não pelo poder que você tem.

Nessa caminhada por ambiente livres de toxidade, certamente iremos encontrar resistências, como a de um executivo ao comentar o meu post: “Prefiro o termo “líder desafiador” e saber lidar com ele, afinal, o líder está lá para gerar resultados e não fazer a alegria dos liderados!”.  

Você conta ou eu conto?



 

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João Paulo Pacifico
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curioso, otimista e ativista ;-)

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